quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Reaberta a Catedral de Salvador




Dom Murilo S.R. Krieger, scj Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz
Após quase quatro anos fechada para restauração, foi reaberta a Catedral da Arquidiocese de São Salvador da Bahia. Quem agora a visita não consegue conter a surpresa e a emoção diante do que vê e contempla. De minha parte, mesmo tendo acompanhado passo a passo os trabalhos de restauração, senti uma alegria especial ao entrar nela para presidir a primeira celebração após sua reabertura.
Estou convicto de que uma das responsabilidades de quem é bispo de uma diocese é a de fazer com que os fiéis valorizem o patrimônio artístico, sacro e histórico da Igreja, pois tal patrimônio testemunha a fé e a sensibilidade artística dos antepassados.
O cristianismo caracteriza-se pelo anúncio do Evangelho a cada geração. Ao longo de sua história, a Igreja serviu-se das diferentes culturas para difundir e explicar a mensagem cristã. Como consequência, a fé passou a se expressar em formas artísticas que possuem uma intrínseca força evangelizadora e um valor cultural que merece o melhor de nossos cuidados.
Uma igreja como a do antigo Colégio dos Jesuítas – hoje, Catedral Primacial do Brasil -, é um testemunho da história religiosa de Salvador. Ela documenta de modo visível o percurso da Igreja ao longo dos séculos de nossa História, no que diz respeito ao culto, à catequese, à cultura e à caridade. Essa belíssima igreja comunica o sagrado e o belo, o antigo e o novo.
Pelo seu valor artístico, nossa Catedral manifesta a capacidade criativa de artistas, artesãos e mestres que souberam exprimir em cada detalhe seu sentimento religioso e a devoção da comunidade cristã. Ela exprime particularmente a sensibilidade e a espiritualidade dos filhos de Santo Inácio de Loyola, presentes nesta cidade desde seu início. Mas a Catedral testemunha, também, o amor e o carinho dos restauradores, que demonstraram capacidade artística, em cada momento de seu trabalho. Estou convicto de que um restaurador é também, de certa forma, um criador, um artista.
Agradeço a todos os que colaboraram para que os trabalhos de restauração fossem possíveis; um agradecimento especial ao Ministério da Cultura (Ministro Sérgio Sá Leitão), ao Iphan Nacional (Presidente Kátia Bogéa), ao Iphan da Bahia (Superintendente Bruno Tavares) e à empresa Marsou Engenharia (Sr. Vicente Souto Júnior e equipe).
Desejo que na Catedral de Salvador, construída no final do século XVII, para o culto divino, continuem sendo elevados aos céus os louvores, os clamores e os pedidos da comunidade cristã. Que ela seja fonte de união para os que nela se reunirem; de oração e de paz para os que a visitarem; de admiração para os que a contemplarem e de glória para o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Processo de beatificação do frei Miguel será aberto pela Arquidiocese de Aracaju



A Arquidiocese de Aracaju dará hoje (1º de novembro) a abertura oficial do processo de Beatificação do Frei Miguel, frade capuchinho que se tornou conhecido como “O Apóstolo de Aracaju”, e a quem o povo de Deus atribui uma vida de santidade.  A cerimônia, sob a presidência do arcebispo metropolitano, Dom João José Costa, ocorrerá às 19h na paróquia São Judas Tadeu, comunidade onde o Frei Miguel exerceu seu ministério por várias décadas.
 O tempo canônico exigido pela Igreja para iniciar esse processo é de 5 anos, contado a partir do dia do falecimento do capuchinho. Ele morreu em 9 de janeiro de 2013 com 104 anos de idade.
 Em 2017, uma comissão (tribunal canônico) constituída pelo Arcebispo Metropolitano, fez a catalogação de depoimentos de curas e milagres atribuídos à intercessão daquele que também ganhou o título de missionário capuchinho da caridade e da reconciliação.
 Em 9 de Julho de 2013, o então Arcebispo Metropolitano de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa, publicou uma oração pela qual os fiéis pedem a Beatificação do Frei Miguel. No dia 9 de cada mês, são celebradas 3 missas em sua memória, (6h30, 16h30 e 19h30) com grande participação dos fiéis.
Com informações da Arquidiocese de Aracaju

“A catequese não pode falhar na adesão e maturidade da fé do Cristão”, defende cardeal Odilo Cherer



Em artigo publicado no Portal da CNBB, o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Cherer, reforça que a catequese é um aspecto fundamental da evangelização e não pode faltar em nenhuma paróquia ou comunidade cristã.
A catequese, em sua avaliação, possui diversos momentos, que vão do “primeiro anúncio”, ou querigma, ao aprofundamento do conhecimento e da adesão de fé, e deve levar à maturidade da fé, que se traduz na vida cristã coerente e na prática das virtudes e das bem-aventuranças. “A catequese continua ao longo de toda a vida e requer sempre novos aprofundamentos diante das situações e circunstâncias novas da vida”, defende.
Segundo o cardeal, a boa catequese não pode ater-se apenas ao conhecimento intelectual da fé e da religião, mas precisa ser orientada necessariamente à prática da vida cristã: “deve levar à oração, nas suas múltiplas formas; à vida moral coerente com os mandamentos de Deus e com os ensinamentos de Jesus; deve levar à prática das virtudes, à vida honesta e ao envolvimento social para a edificação do mundo “conforme Deus”.
Para o religioso, a catequese deve também levar à participação ativa e generosa na vida e na missão da comunidade cristã. “O caminho da catequese não pode deixar de ser um caminho paciente e perseverante de inserção na comunidade eclesial, onde os católicos se sentem como em sua casa e em sua família”, escreveu.
Para dom Odilo Scherer, a catequese não pode deixar de apresentar uma boa e correta visão da Igreja de Cristo, da qual os catequizandos também são parte e devem sentir-se participantes. “A catequese seria muito incompleta se não conseguisse transmitir também um amor sincero e filial à Igreja”, exorta.

Campanha para a Evangelização auxilia a Igreja no cumprimento da sua missão e torna mais vigoroso o seu testemunho



Inspirada no exemplo da Igreja da Alemanha, que realiza duas campanhas anuais, a Igreja no Brasil criou a Campanha para a Evangelização no tempo do advento, após ser aprovada pela 35ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1997. Na assembleia seguinte, a 36ª, a ideia saiu do papel e foi realizada pela primeira vez no advento de 1998.

Cartaz da Campanha para a Evangelização 2018
Despertar os discípulos e as discípulas missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais no Brasil está entre os principais enfoques da Campanha deste ano, que acontece em sintonia com a Exortação Apostólica do papa Francisco: Gaudete et Exsultate, sobre o chamado à santidade no mundo atual, com o lema “Evangelizar partindo de Cristo”.
Sua abertura será realizada na Festa do Cristo Rei e Dia dos Cristãos Leigos e Leigas, encerramento do Ano Litúrgico, no dia 25 de novembro. A conclusão acontece no terceiro domingo do Advento, dia 16 de dezembro, quando deve ser realizada, em todas as comunidades católicas, a Coleta para a Ação Evangelizadora no Brasil, que pretende apoiar as inúmeras iniciativas da Igreja no Brasil no serviço da evangelização, da dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes.
“Desejamos uma boa Campanha para Evangelização com as bênçãos de Deus e a proteção de Maria, mãe e seguidora de Jesus de Nazaré”, afirma a Comissão Episcopal da Campanha para Evangelização.
Partilha
O gesto concreto de colaboração na Coleta da Campanha para a Evangelização será partilhado, solidariamente, entre as arquidioceses, dioceses e prelazias, que receberão 45% dos recursos; os 18 regionais da CNBB que terão 20% e o Secretariado-geral da CNBB que contará com 35% das contribuições.
“A Igreja no Brasil, mais uma vez, faz um forte apelo para que nossas comunidades locais se motivem na comunhão e na participação para que, por meio dessa partilha, muitas iniciativas de evangelização sejam fortalecidas”, afirma a Comissão Episcopal da Campanha para Evangelização.
Materiais
Os materiais da Campanha para a Evangelização estão disponíveis para download no blog da Editora da CNBB (clique aqui). Foi preparado o texto motivacional, o cartaz e a oração da CE.
Oração da CE
Deus, nosso Pai, quereis a salvação de todos os povos da Terra.
Nós vos pedimos que susciteis em nós o compromisso com a Evangelização, para que todos conheçam a vida que de vós provém.
Nós vos pedimos que nossos projetos evangelizadores sirvam para nossa santificação e da sociedade inteira que, assim, será justa, fraterna e solidária.
Nós vos pedimos que, em nossas comunidades e em toda a Igreja no Brasil, cresça o sentimento de partilha e que, por meio da Coleta para a Evangelização e do testemunho de comunhão, todas as comunidades recebam a força do Evangelho.
Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Amém.


sexta-feira, 26 de outubro de 2018

“Continuaremos a ser o que somos, uma voz crítica, um grupo aberto ao diálogo, procurando aquilo que é melhor para todos”, afirma vice-presidente da CNBB


O arcebispo de Salvador (BA) e vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Murilo Krieger, comentou a intenção do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da entidade ao divulgar a nota por ocasião do segundo turno das Eleições 2018. Neste momento delicado, apontado até como “muito difícil”, os bispos procuraram “acender uma luz em meio de tanta reclamação e de tanta ferida”. Dom Murilo também ressaltou a postura da conferência, independente do resultado das urnas.
“Infelizmente esse segundo turno tem se marcado por divisão entre pessoas da mesma família, entre amigos, por polarizações. Estamos mostrando que as eleições passarão, um dos candidatos será eleito, qualquer que for o candidato eleito, o Brasil terá que aprender a conviver com ele e nós também, como Igreja”, afirma o vice-presidente da CNBB.
Na nota divulgada na última quarta-feira, os bispos exortaram os brasileiros a deixarem de lado “armas de ódio e de vingança que têm gerado um clima de violência, estimulado por notícias falsas, discursos e posturas radicais, que colocam em risco as bases democráticas da sociedade brasileira”. Para os membros do Consep, toda atitude que incita à divisão, à discriminação, à intolerância e à violência, deve ser superada. “Revistamo-nos, portanto, do amor e da reconciliação, e trilhemos o caminho da paz”, sugeriram.
Neste novo cenário que se apresentará com o resultado das urnas, a CNBB reafirmou seu compromisso, “sobretudo através do diálogo, de colaborar na busca do bem comum com as instituições sociais e aqueles que, respaldados pelo voto popular, forem eleitos para governar o País”.
“Continuaremos a ser o que somos, uma voz crítica, um grupo aberto ao diálogo, procurando aquilo que é melhor para todos, não o melhor para a Igreja, para nós, mas para o Brasil”, garante dom Murilo Krieger.
A nota que ratifica a posição da CNBB e suas orientações a respeito das eleições “foi bastante equilibrada”, como explica dom Murilo. Ela não indica partidos, nem candidatos, como todos os pronunciamentos da entidade neste ano, quando foi divulgada a mensagem “Compromisso e Esperança”, na 56ª Assembleia Geral, realizada em maio. O vice-presidente da CNBB ressalta que, como toda nota e como toda decisão de uma reunião da CNBB, o texto não é expressão de uma pessoa ou de um grupo, “mas da média de todos os que participaram” o pronunciamento “expressa um consenso da maioria. Porque a nossa finalidade é essa: servir à Igreja, não criar paixões, não acentuar diferenças de distâncias”.

ANIVERSARIANTE DO MCC DE SANTA TERESINHA -LAGARTO-SE

COMEMORAMOS OS ANIVERSARIANTES DOS MESES DE SETEMBRO E OUTUBRO DE 2018, NA CASA DO NOSSA IRMÃ YEDA , FOMOS BEM ACOLHIDOS , FESTEJAMOS TODOS  COM MUITA ALEGRIA , ERA UMA PRÉVIA DE COMO IA SER NOSSO NATAL....






















sexta-feira, 3 de agosto de 2018

RECEPÇÃO DE NEOS NA DIOCESE DE ESTÂNCIA- SERGIPE

RECEPÇÃO DOS NEOS MCC SANTA TERESINHA

RECEPÇÃO DOS NEOS MCC SIMÃO DIAS

SIMÃO DIAS 2018

RECEPÇÃO DOS NEOS MCC N. SRA PIEDADE 
RECEPÇÃO DOS NEOS MCC ITABAIANINHA


RECEPÇÃO DOS NEOS MCC UMBAUBA

RECEPÇÃO DOS NEOS MCC SIMÃO DIAS


SIMÃO DIAS 2018

SIMÃO DIAS 2018

ANIVERSARIANTES DO MCC SANTA TERESINHA
JULHO 2018

sábado, 28 de julho de 2018

O GED DE ESTÂNCIA -SE , REALIZOU CURSILHOS 2018



Calendário Anual de Atividades do GED de Estância, durante o mês de julho foram realizados os Cursilhos Masculino e Feminino de três dias da Diocese de Estância. Este ano houve uma modificação no Calendário em razão da Copa do Mundo, tradicionalmente o Cursilho Masculino é realizado antes do Feminino, mas deste vez aconteceu ao contrário, pois, os homens por gostarem mais de futebol queriam assistir ao jogo final julgando ser o time brasileiro um dos finalistas. Portanto o Cursilho Feminino foi realizado entre os dias 12, 13, 14 e 15 e o Masculino nos dias 19, 20, 21 e 22, ambos no Convento São Francisco em São Cristóvão. O tema dos dois Cursilhos foi o seguinte: “O MCC em estado permanente de missão” e o Lema: “Vós sóis o sal da terra, vós sóis a luz do mundo” (Mt 5,13).
Convém ressaltar que como os anos anteriores os Cursilhos de três dias de 2018 corresponderam a expectativa da Coordenação do GED. As equipes que serviram, contribuíram bastante, não mediram esforços para que os dois Encontros obtivessem êxito e que os "neos" tivessem um excelente aproveitamento. Está de parabéns a Coordenação Diocesana pela realização dos Cursilhos de três dias.   






sexta-feira, 27 de julho de 2018

Comissão para Vida e a Família da CNBB mobiliza cristãos na luta contra a legalização do aborto


Mais uma vez, a legalização do aborto volta à pauta nacional em uma audiência pública convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF) para os dias 3 e 6 de agosto. Na ocasião, será debatido a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, discutida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442.
Diante dessa realidade, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reafirma em nota a posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”. Afirmação emitida pela presidência da CNBB na Nota Oficial “Pela vida, contra o aborto”, publicada em 11 de abril de 2017.
A ação sustenta que dois dispositivos do Código Penal que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez afrontam a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos.
A Audiência Pública será realizada neste Supremo Tribunal Federal, Anexo II-B, sala da Primeira Turma, nos dias 03.08.2018 (sexta-feira) e 06.08.2018 (segunda-feira), das 8h40 às 12h50 e das 14h30 às 18h50. A CNBB apresentará sua posição, nesta audiência, no dia 6 de agosto, às 9h10, pelo dom Ricardo Hoerpers, bispo da diocese de Rio Grande (RS) e pelo padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da diocese de Osasco (SP).
Leia a nota na íntegra:
Brasília – DF, 25 de Julho de 2018
ABORTO E DEMOCRACIA
  1. Um perigo iminente
Nos últimos anos, apresentaram-se diversas iniciativas que visavam à legalização do aborto no ordenamento jurídico brasileiro.
Em todas essas ocasiões, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, fiel à sua missão evangelizadora, reiterou a “sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil” (CNBB, Nota Pela vida, contra o aborto, 11 de abril de 2017).
Unindo sua voz à sensibilidade do povo brasileiro, maciçamente contrário a qualquer forma de legalização do aborto, a Igreja sempre assegurou que “o respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas”, lembrando que “urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil” (Ibidem).
As propostas de legalização do aborto sempre foram debatidas democraticamente no parlamento brasileiro e, após ampla discussão social, sempre foram firmemente rechaçadas pela população e por seus representantes.
A desaprovação ao aborto, no Brasil, não parou de crescer nos últimos anos, mas, não obstante, assistimos atualmente uma tentativa de legalização do aborto que burla todas as regras da democracia: quer-se mudar a lei mediante o poder judiciário.
  1. A ADPF 442
A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF 442, solicita ao Supremo Tribunal Federal – STF a supressão dos artigos 124 a 126 do Código Penal, que tipificam o crime de aborto, alegando a sua inconstitucionalidade. O argumento, em si, é absurdo, pois se trata de uma lei federal de 1940, cuja constitucionalidade jamais foi questionada.
O STF convocou uma audiência pública para a discussão do tema, a realizar-se nos dias 3 e 6 de agosto de 2018. A maior parte dos expositores representa grupos ligados à defesa da legalização do aborto.
A rigor, o STF não poderia dar andamento à ADPF, pois não existe nenhuma controvérsia em seu entendimento. Em outras palavras, em si, a ADPF 442 transcende o problema concreto do aborto e ameaça os alicerces da democracia brasileira, que reserva a cada um dos poderes da República uma competência muito bem delineada, cujo equilíbrio é uma garantia contra qualquer espécie de deterioração que degenerasse em algum tipo de ditadura de um poder sobre os outros.
O momento exige atenção de todas as pessoas que defendem a vida humana. O poder legislativo precisa posicionar-se inequivocamente, solicitando de modo firme a garantia de suas prerrogativas constitucionais. Todos os debates legislativos precisam ser realizados no parlamento, lugar da consolidação de direitos e espaço em que o próprio povo, através dos seus representantes, outorga leis a si mesmo, assegurando a sua liberdade enquanto nação soberana. Ao poder judiciário cabe fazer-se cumprir as leis, ao poder legislativo, emaná-las.
  1. O aborto da democracia.
“Escolhe, pois, a vida”. O eloquente preceito que recebemos da Escritura, “escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19), agora, reveste-se de importância decisiva: precisamos garantir o direito à vida nascente e, fazendo-o, defender a vida de nossa democracia brasileira, contra todo e qualquer abuso de poder que, ao fim e ao cabo, constituir-se-ia numa espécie de “aborto” da democracia. As democracias modernas foram concebidas como formas de oposição aos absolutismos de qualquer gênero: pertence à sua natureza que nenhum poder seja absoluto e irregulável. Por isso, é imensamente desejável que, diante destas ameaças hodiernas, encontremos modos de conter qualquer tipo de exacerbação do poder. Em sua evangélica opção preferencial pelos pobres, a Igreja vem em socorro dos mais desprotegidos de todos os desprotegidos: os nascituros que, indefesos, correm o risco do desamparo da lei e da consequente anistia para todos os promotores desta que São João Paulo II chamava de cultura da morte.
  1. Sugestões práticas.
O que fazer? Diante da gravidade da situação, pedimos a todas as nossas comunidades uma mobilização em favor da vida, que se poderia dar em três gestos concretos:
  1. Uma vigília de oração, organizada pela Pastoral Familiar local, tendo como intenção a defesa da vida dos nascituros, podendo utilizar como material de apoio os encontros do subsídio Hora da Vida 2018, sobretudo a Celebração da Vida, vide página 41. Ao final da vigília, os participantes poderiam elaborar uma breve ata e endereçá-la à Presidência do Congresso Nacional, solicitando aos legisladores que façam valer suas prerrogativas constitucionais: presidencia@camara.leg.br, com cópia para a Comissão Episcopal para a Vida e a Família: vidafamilia@cnbb.org.br.
  2. Nas Missas do último domingo de julho, os padres poderiam comentar brevemente a situação, esclarecendo o povo fiel acerca do assunto e reservando uma das preces da Oração da Assembleia para rezar pelos nascituros. A coordenação da Pastoral Familiar poderia encarregar-se de compor o texto da oração e também de dirigir umas palavras ao povo.
  3. Incentivamos, por fim, aos fiéis leigos, que procurem seus deputados para esclarecê-los sobre este problema. Cabe, de fato, ao Congresso Nacional colocar limites a toda e qualquer espécie de ativismo judiciário.
Invocamos sobre todo o nosso país a proteção de Nossa Senhora Aparecida, em cuja festa se comemora juntamente o dia das crianças, para que ela abençoe a todos, especialmente as mães e os nascituros.
Dom João Bosco B. Sousa, OFM
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família Bispo Diocesano de Osasco – SP

Semana Nacional da Família 2018


A Igreja no Brasil celebra entre os dias 12 e 18 de agosto a Semana Nacional da Família, evento promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF).
Este ano, o evento que já faz parte do calendário das paróquias brasileiras tem como tema “O Evangelho da Família, alegria para o mundo”, a mesma temática do IX Encontro Mundial das Famílias com o Papa Francisco, que acontece em Dublim, Irlanda, também em agosto.

Foto: CNBB/Maurício Sant’Ana | Bispo de Osasco (SP), dom João Bosco
“O ‘Evangelho da Família’ ressalta o lado positivo da Família, a família como boa notícia, como um bem, um dom de Deus. ‘Alegria para o mundo’ acentua o fato de que ser família não é um aspecto da doutrina, um valor apenas para os cristãos ou para as pessoas religiosas. É uma riqueza para o mundo, para a humanidade toda, destaca o bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom João Bosco Barbosa de Sousa.
Portanto, é preciso se preparar para viver intensamente a alegria que os eventos vão proporcionar. Para incentivar a participação da comunidade, dom Bosco ressalta que a Pastoral Familiar de cada comunidade, ou mesmo as que não contam com a pastoral, oferecem inúmeras ocasiões de encontros, celebrações, ações missionárias, palestras e eventos sobre os temas ligados à família.
Todo o conteúdo para as reflexões sobre temas familiares, roteiros de orações e cantos para motivar a celebração podem ser encontrados no subsídio “Hora da Família”, que já está disponível.
Encontro Mundial das Famílias

Divulgação
De 22 a 26 de agosto, acontece em Dublin, na Irlanda, o 9º Encontro Mundial das Famílias, e a esperada manifestação do Papa Francisco sobre esse tema. O encontro vem sendo preparado como um grande simpósio, muitas palestras, oficinas, reflexões e celebrações para os milhares de participantes do mundo todo, que levarão para seus países essa reflexão, para que continue dando frutos em toda parte.
“Esperamos que esse encontro reforce o trabalho de evangelização que vem sendo realizado pela Pastoral Familiar, esclareça questões, chame a atenção do mundo para a importância da família, construída segundo a vontade de Deus, pois só assim ela pode ser alegria para o mundo”, finaliza dom Bosco.
Do Brasil, além das famílias que se inscreveram no encontro, estarão presentes o presidente da Comissão para a Vida e Família da CNBB, dom João Bosco Barbosa de Sousa, o assessor nacional da comissão, padre Jorge Alves Filho e o casal coordenador nacional da Pastoral Familiar, Luiz Zilfredo Stolf e Carmen Rodrigues Stolf.
O Encontro Mundial das Famílias foi idealizado pelo papa São João Paulo II em 1992 e acontece a cada três anos. O objetivo é “celebrar o dom divino da família” e aprofundar a “compreensão da família cristã como Igreja doméstica e unidade básica de evangelização”.

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