quarta-feira, 8 de maio de 2019

Dom Mário Antônio é eleito segundo vice-presidente da CNBB



Dom Mário Antônio da Silva nasceu em Itararé (SP), em 17 de outubro de 1966. Estudou Filosofia e Teologia no Seminário Maior Divino Mestre, da diocese de Jacarezinho. Possui mestrado em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma, na Itália. No ano de 1991, foi ordenado padre em Sengés, no estado do Paraná, por dom Conrado Walter. Era chanceler da diocese de Jacarezinho quando foi nomeado bispo auxiliar de Manaus no dia 9 de junho de 2010. Sua ordenação ocorreu na Catedral de Jacarezinho em 20 de agosto de 2010, em celebração presidida por dom Mauro Aparecido dos Santos, arcebispo de Cascavel. A missa de acolhida na arquidiocese de Manaus aconteceu no dia 12 de setembro de 2010, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição.
Em 2015, foi eleito durante a 53ª Assembleia Geral da CNBB como presidente do regional Norte 1, que compreende o Estado de Roraima e o norte do Amazonas, para o quadriênio de 2015-2019. Também é referencial da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB. Em junho de 2016, foi nomeado pelo papa Francisco como bispo de Roraima, tomando posse em setembro do mesmo ano. Escolheu como lema episcopal “Testemunhar e Servir”.

Dom Walmor Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (MG), é eleito novo presidente da CNBB



O arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, foi eleito na tarde desta segunda-feira, 6 de maio, como presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O novo presidente foi escolhido pelos episcopado brasileiro que participa, em Aparecida (SP), da 57ª Assembleia Geral da CNBB no terceiro escrutínio, após receber a maioria absoluta de votos do total de 301 bispos votantes.
Como manda o Estatuto da CNBB, o até então presidente cardeal sergio da Rocha perguntou a dom Walmor se aceita ser presidente. “Aceito com humildade, aceito com temor e aceito à luz da fe”, foram as primeiras  palavras que ele dirigiu à plenária da 57ª. Só à luz da fé, segundo dom Walmor, será possível recuperar a força da colegialidade da Igreja no Brasil a partir de uma escuta muito profunda dos irmãos e do povo de Deus. Ele pediu a Deus que não lhe falte sabedoria para assumir este serviço.
Nascido em 26 de abril de 1954, dom Walmor é natural de Côcos (BA). É o primeiro baiano a estar à frente da CNBB. O novo presidente da Conferência é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma, Itália) e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico (Roma, Itália).
Em sua trajetória de formação, cursou Filosofia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio (1972-1973), em Juiz de Fora (MG), e na Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras (1974-1975), em São João Del-Rei (MG). De 1974 a 1977, cursou Teologia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, em Juiz de Fora. Em 9 de setembro de 1977 foi ordenado sacerdote, incardinando-se na arquidiocese de Juiz de Fora.
Ministério sacerdotal – Foi pároco da paróquia Nossa Senhora da Conceição de Benfica (1986-1995) e da paróquia do Bom Pastor (1996-1998); coordenador da Região Pastoral Nossa Senhora de Lourdes (1988-1989); coordenador arquidiocesano da Pastoral Vocacional (1978-1984) e reitor do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio (1989-1997). No campo acadêmico, lecionou nas disciplinas Ciências Bíblicas, Teologia e Lógica II; coordenou os cursos de Filosofia e Teologia. Em Belo Horizonte, foi professor da PUC-Minas (1986-1990). Também lecionou no mestrado em Teologia da PUC-Rio (1992, 1994 e 1995).

Foto: Arquidiocese de Belo Horizonte
Ministério episcopal – Dom Walmor Oliveira de Azevedo foi nomeado bispo auxiliar de Salvador (BA) pelo Papa São João Paulo II, no dia 21 de janeiro de 1998. Sua ordenação episcopal foi no dia 10 de maio do mesmo ano. Em 2004, foi nomeado arcebispo metropolitano de Belo Horizonte (MG), iniciando o ministério em 26 de março daquele ano. Em outubro de 2008, dom Walmor foi escolhido para ser um dos quatro representantes do Brasil na XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, realizada em Roma.
Em 1999, dom Walmor foi secretário do Regional Nordeste 3 e membro da Comissão Episcopal de Doutrina da CNBB. A mesma Comissão que, já com o nome de Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, presidiu entre 2003 e 2011, ou seja, por dois mandatos. É membro da Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano, desde 2009. O arcebispo de Belo Horizonte também exerceu a presidência do Regional Leste II da CNBB – Minas Gerais e Espírito Santo.
Em fevereiro de 2014, foi nomeado pelo Papa Francisco membro da Congregação para as Igrejas Orientais. Desde 2010, o arcebispo é referencial para os fiéis católicos de Rito Oriental residentes no Brasil e desprovidos de ordinário do próprio rito.
Com mais de 15 livros publicados, dom Walmor é membro da Academia Mineira de Letras, Cidadão Honorário de Minas Gerais e dos municípios de Caeté e Ribeirão das Neves. O novo presidente da CNBB também foi agraciado com a Comenda Dom Luciano Mendes de Almeida, da Faculdade Arquidiocesana de Mariana, e com o título de Doutor Honoris Causa, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (2012).

Bispos da Bahia e do Sergipe em primeira reunião do ano do Conselho Regional



Entre os dias 18 e 20 de fevereiro, os bispos do Regional Nordeste 3 da CNBB participaram da reunião do Conselho Regional (Conser), no CTL de Salvador. O primeiro encontro do ano teve início com uma celebração Eucarística presidida pelo bispo de Barra, Dom Luís Cappio, bispo de Barra. No dia 19, o Mês Missionário Extraordinário e o projeto Missão Ad Gentes foram as temáticas abordadas no início da manhã e as reflexões foram conduzidas pelo bispo de Estância, Dom Giovanni Crippa e pelo padre Carlos Palácios, da Diocese de Ruy Barbosa e membro do Conselho Missionário Regional (COMIRE).

Ainda pela manhã, o doutor em Ciências Politicas e Cidadania e professor da Universidade Católica do Salvador, Gabriel Kraychete fez uma palestra sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2019 – “Fraternidade e Políticas Públicas”. Para o bispo de Teixeira de Freitas, Dom Jailton Lino, a compreensão da importância das politicas públicas é essencial nos dias de hoje. “ É um momento que a Igreja deve ser incentivadora de políticas públicas mais humanas e humanizadoras”, afirmou.
No dia 20, os bispos se dedicaram ao estudo do texto base para as novas Diretrizes da Ação Evangelizadora no Brasil para os próximos anos. As novas diretrizes serão apresentadas e discutidas na Assembleia Geral dos Bispos que ocorrerá em maio, na cidade de Aparecida. Durante a Assembleia também serão escolhidos os membros das nova presidência da CNBB, bem como dos Regionais.
O bispo de Juazeiro, Beto Breis, destaca que o encontro dos bispos é sempre uma oportunidade de uma partilha de experiências. “É muito bom termos a oportunidade de nos encontrarmos e dividirmos juntos as dores e alegrias da caminhada das nossas Arqui/Dioceses. Como pastores do povo de Deus experimentamos os seus anseios, ouvimos suas necessidades. A reunião do Conser nos favorece essa oportunidade da partilha fraterna”, contou.

Os bispos do Brasil em sua 57ª Assembleia Geral emitem “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro”



O episcopado brasileiro, reunido em sua 57ª Assembleia Geral, de 1º a 10 de maio, em Aparecida (SP), emitiu hoje a “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro”. No documento, os bispos alertam que a opção por um liberalismo exacerbado e perverso, que desidrata o Estado quase ao ponto de eliminá-lo, ignorando as políticas sociais de vital importância para a maioria da população, favorece o aumento das desigualdades e a concentração de renda em níveis intoleráveis, tornando os ricos mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres.
O documento chama a atenção para os graves problemas vividos pela população do país, como o crescente desemprego, “outra chaga social, ao ultrapassar o patamar de 13 milhões de brasileiros, somados aos 28 milhões de subutilizados, segundo dados do IBGE, mostra que as medidas tomadas para combatê-lo, até agora, foram ineficazes. Além disto, é necessário preservar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”.
A violência, conforme aponta a mensagem, atinge níveis insuportáveis. “Aos nossos ouvidos de pastores chega o choro das mães que enterram seus filhos jovens assassinados, das famílias que perdem seus entes queridos e de todas as vítimas de um sistema que instrumentaliza e desumaniza as pessoas, dominadas pela indiferença. O feminicídio, o submundo das prisões e a criminalização daqueles que defendem os direitos humanos reclamam vigorosas ações em favor da vida e da dignidade humana”, diz o texto.
Segundo o documento, “o verdadeiro discípulo de Jesus terá sempre no amor, no diálogo e na reconciliação a via eficaz para responder à violência e à falta de segurança, inspirado no mandamento “Não matarás” e não em projetos que flexibilizem a posse e o porte de armas”.
Sobre as necessárias reformas política, tributária e da previdência, os bispos afirmam, na mensagem, que elas só se legitimam se feitas em vista do bem comum e com participação popular de forma a atender, em primeiro lugar, os pobres. “O Brasil que queremos emergirá do comprometimento de todos os brasileiros com os valores que têm o Evangelho como fonte da vida, da justiça e do amor”, afirma o texto.

Veja, abaixo, a mensagem na íntegra:
                                                             MENSAGEM DA CNBB AO POVO BRASILEIRO
“Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5)
Suplicando a assistência do Espírito Santo, na comunhão e na unidade, nós, Bispos do Brasil, reunidos na 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, no Santuário Nacional, em Aparecida-SP, de 1 a 10 de maio de 2019, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro, tomados pela ternura de pastores que amam e cuidam do rebanho. Desejamos que as alegrias pascais, vividas tão intensamente neste tempo, renovem, no coração e na mente de todos, a fé em Jesus Cristo Crucificado-Ressuscitado, razão de nossa esperança e certeza de nossa vitória sobre tudo que nos aflige.
“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20)
Enche-nos de esperançosa alegria constatar o esforço de nossas comunidades e inúmeras pessoas de boa vontade em testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo, comprometidas com a vivência do amor, a prática da justiça e o serviço aos que mais necessitam. São incontáveis os sinais do Reino de Deus entre nós a partir da ação solidária e fraterna, muitas vezes anônima, dos que consomem sua vida na transformação da sociedade e na construção da civilização do amor. Por essa razão, a esperança e a alegria, frutos da ressurreição de Cristo, hão de ser a identidade de todos os cristãos. Afinal, quando deixamos que o Senhor nos tire de nossa comodidade e mude a nossa vida, podemos cumprir o que ordena São Paulo: ‘Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo o digo: alegrai-vos!’ (Fl 4,4) (cf. Papa Francisco, Exortação Apostólica Gaudete et Exultate, 122).
“No mundo tereis aflições, mas tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33).
Longe de nos alienar, a alegria e a esperança pascais abrem nossos olhos para enxergarmos, com o olhar do Ressuscitado, os sinais de morte que ameaçam os filhos e filhas de Deus, especialmente, os mais vulneráveis. Estas situações são um apelo a que não nos conformemos com este mundo, mas o transformemos (cf. Rm 12,2), empenhando nossas forças na superação do que se opõe ao Reino de justiça e de paz inaugurado por Jesus.
A crise ética, política, econômica e cultural tem se aprofundado cada vez mais no Brasil. A opção por um liberalismo exacerbado e perverso, que desidrata o Estado quase ao ponto de eliminá-lo, ignorando as políticas sociais de vital importância para a maioria da população, favorece o aumento das desigualdades e a concentração de renda em níveis intoleráveis, tornando os ricos mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres, conforme já lembrava o Papa João Paulo II na Conferência de Puebla (1979). Nesse contexto e inspirados na Campanha da Fraternidade deste ano, urge reafirmar a necessidade de políticas públicas que assegurem a participação, a cidadania e o bem comum. Cuidado especial merece a educação, gravemente ameaçada com corte de verbas, retirada de disciplinas necessárias à formação humana e desconsideração da importância das pesquisas.
A corrupção, classificada pelo Papa Francisco como um “câncer social” profundamente radicada em inúmeras estruturas do país, é uma das causas da pobreza e da exclusão social na medida em que desvia recursos que poderiam se destinar ao investimento na educação, na saúde e na assistência social, caminho de superação da atual crise. A eficácia do combate à corrupção passa também por uma mudança de mentalidade que leve a pessoa compreender que seu valor não está no ter, mas no ser e que sua vida se mede não por sua capacidade de consumir, mas de partilhar.
O crescente desemprego, outra chaga social, ao ultrapassar o patamar de 13 milhões de brasileiros, somados aos 28 milhões de subutilizados, segundo dados do IBGE, mostra que as medidas tomadas para combatê-lo, até agora, foram ineficazes. Além disto, é necessário preservar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. O desenvolvimento que se busca tem, no trabalho digno, um caminho seguro desde que se respeite a primazia da pessoa sobre o mercado e do trabalho sobre o capital, como ensina a Doutrina Social da Igreja. Assim, “a dignidade de cada pessoa humana e o bem comum são questões que deveriam estruturar toda a política econômica, mas às vezes parecem somente apêndices adicionados de fora para completar um discurso político sem perspectivas nem programas de verdadeiro desenvolvimento integral” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 203).
A violência também atinge níveis insuportáveis. Aos nossos ouvidos de pastores chega o choro das mães que enterram seus filhos jovens assassinados, das famílias que perdem seus entes queridos e de todas as vítimas de um sistema que instrumentaliza e desumaniza as pessoas, dominadas pela indiferença. O feminicídio, o submundo das prisões e a criminalização daqueles que defendem os direitos humanos reclamam vigorosas ações em favor da vida e da dignidade humana. O verdadeiro discípulo de Jesus terá sempre no amor, no diálogo e na reconciliação a via eficaz para responder à violência e à falta de segurança, inspirado no mandamento “Não matarás” e não em projetos que flexibilizem a posse e o porte de armas.
Precisamos ser uma nação de irmãos e irmãs, eliminando qualquer tipo de discriminação, preconceito e ódio. Somos responsáveis uns pelos outros. Assim, quando os povos originários não são respeitados em seus direitos e costumes, neles o Cristo é desrespeitado: “Todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes mais pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer” (Mt 25,45). É grave a ameaça aos direitos dos povos indígenas assegurados na Constituição de 1988. O poder político e econômico não pode se sobrepor a esses direitos sob o risco de violação da Constituição.
A mercantilização das terras indígenas e quilombolas nasce do desejo desenfreado de quem ambiciona acumular riquezas. Nesse contexto, tanto as atividades mineradoras e madeireiras quanto o agronegócio precisam rever seus conceitos de progresso, crescimento e desenvolvimento. Uma economia que coloca o lucro acima da pessoa, que produz exclusão e desigualdade social, é uma economia que mata, como nos alerta o Papa Francisco (EG 53). São emblemático exemplo disso os crimes ocorridos em Mariana e Brumadinho com o rompimento das barragens de rejeitos de minérios.
As necessárias reformas política, tributária e da previdência só se legitimam se feitas em vista do bem comum e com participação popular de forma a atender, em primeiro lugar, os pobres, “juízes da vida democrática de uma nação” (Exigências éticas da ordem democrática, CNBB – n. 72). Nenhuma reforma será eticamente aceitável se lesar os mais pobres. Daí a importância de se constituírem em autênticas sentinelas do povo as Igrejas, os movimentos sociais, as organizações populares e demais instituições e grupos comprometidos com a defesa dos direitos humanos e do Estado Democrático de Direito. Instâncias que possibilitam o exercício da democracia participativa como os Conselhos paritários devem ser incentivadas e valorizadas e não extintas como estabelece o decreto 9.759/2019.
“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça” (Mt 6,33)
O Brasil que queremos emergirá do comprometimento de todos os brasileiros com os valores que têm o Evangelho como fonte da vida, da justiça e do amor. Queremos uma sociedade cujo desenvolvimento promova a democracia, preze conjuntamente a liberdade e a igualdade, respeite as diferenças, incentive a participação dos jovens, valorize os idosos, ame e sirva os pobres e excluídos, acolha os migrantes, promova e defenda a vida em todas as suas formas e expressões, incluído o respeito à natureza, na perspectiva de uma ecologia humana e integral.
As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que aprovamos nesta 57ª Assembleia da CNBB, e o Sínodo para a Pan-Amazônia, a se realizar em Roma, em outubro deste ano, ajudem no compromisso que todos temos com a construção de uma sociedade desenvolvida, justa e fraterna. Lembramos que “o desenvolvimento tem necessidade de cristãos com os braços levantados para Deus em atitude de oração, cristãos movidos pela consciência de que o amor cheio de verdade – caritas in veritate -, do qual procede o desenvolvimento autêntico, não o produzimos nós, mas nos é dado” (Bento XVI, Caritas in veritate, 79). O caminho é longo e exigente, contudo, não nos esqueçamos de que “Deus nos dá a força de lutar e sofrer por amor do bem comum, porque Ele é o nosso Tudo, a nossa esperança maior” (Bento XVI, Caritas in veritate, 78).
A Virgem Maria, mãe do Ressuscitado, nos alcance a perseverança no caminho do amor, da justiça e da paz.
Aparecida-SP,  7 de maio de 2019.

Três presidentes de comissões episcopais pastorais foram eleitos nesta terça-feira



Três bispos foram eleitos nesta terça-feira,7 de maio, para presidirem comissoes pastorais da CNBB. Dom João Francisco Salm para Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada; dom Giovane Pereira de Melo para o Laicato e dom Odelir José Magri para a Ação Missionária e Cooperação Eclesial.
Dados biográficos
Dom João Francisco Salm é bispo de Tubarão (SC). Ele nasceu no dia 11 de outubro de 1952, em São Pedro de Alcântara, então município de São José (SC). De 1973 a 1975, frequentou a primeira turma do curso superior de Estudos Sociais, cuja grade curricular constavam todas as disciplinas da Filosofia, na recém-criada Fundação Educacional de Brusque (SC), FEBE, hoje UNIFEBE. De 1976 a 1979, fez o curso de Teologia no Instituto Teológico de Santa Catarina (ITESC), em Florianópolis (SC). Foi ordenado diácono em 13 de maio de 1979 e presbítero em 30 de junho de 1979.
De janeiro de 1980 ao final de 1983, exerceu o ministério de professor e orientador dos alunos do Seminário Menor Metropolitano, e em janeiro de 1984, foi nomeado reitor do Seminário Menor Metropolitano Nossa Senhora de Lourdes, em Azambuja, Brusque. De janeiro de 1992 ao final de 2008 exerceu o ministério de reitor do Seminário de Teologia e coordenador da Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Florianópolis. De 1992 até 1996, foi juiz do Tribunal Eclesiástico Regional de Florianópolis. Durante o ano de 2006 e no segundo semestre de 2008, foi coordenador arquidiocesano de pastoral.
Foi nomeado, pelo Papa Bento XVI, bispo titular da Diocese de Tubarão (SC), no dia 26 de setembro de 2012 e recebeu a ordenação episcopal em 24 de novembro do mesmo ano, na catedral diocesana Nossa Senhora da Piedade. De 2016 a 2019, dom João Salm exerceu a função de presidente do Regional Sul 4 da CNBB.
Dom Giovane Pereira de Melo é bispo de Tocantinópolis (TO). Natural Salinas (MG), dom Giovane nasceu em 16 de janeiro de 1959. Estudou Filosofia na Faculdade Católica de Mato Grosso e Teologia no Instituto Teológico, em Campo Grande (MS). Dom Giovane é especialista em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Mato Grosso e Mestre em Teologia Pastoral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo (SP).
Ordenado presbítero em 24 de março de 1990, na diocese de Rondonópolis (MT), foi vigário, coordenador diocesano de Pastoral e represente dos Presbíteros do regional Oeste 2 da CNBB junto à Comissão Nacional de Presbíteros (1993-1997). Também atuou como reitor do Seminário Maior Jesus Bom Pastor da diocese de Rondonópolis, em Várzea Grande (MT); presidiu a OSIB regional e coordenou o Serviço de Animação Vocacional (SAV) do regional Oeste 2 da CNBB (1999). Foi professor do Studium Eclesiástico Dom Aquino Correa (Sedac).
Em 2006, deixou a reitoria do seminário maior em Várzea Grande e assumiu como pároco a paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Rondonópolis, desempenhando também a coordenação diocesana de pastoral e a assessoria às diversas pastorais, movimentos e serviços. No dia 4 de março de 2009, foi nomeado pelo papa Bento XVI, bispo da diocese de Tocantinópolis (TO). Foi ordenado para o episcopado pela imposição das mãos de dom Juventino Kestering, no dia 8 de maio daquele ano, com o lema: “Cuidarei do rebanho de Deus a mim confiado” (Ez 34,11).
Dom Giovane foi bispo referencial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), no estado do Tocantins regional Norte 3, e membro da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, sendo o responsável pelo acompanhamento do Setor CEBs em âmbito nacional.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2019- FRATERNIDADE E POLÍTICAS PÚBLICAS




FRATERNIDADE E POLITICAS PÚBLICAS
“SERÁS LIBERTADOS PELO DIREITO E PELA JUSTIÇA (ISAIAS 1,27)”

ESTE E O TEMA E O LEMA APRESENTADO PELA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DESTE ANO DE 2019.
O TEXTO BASE QUE APRESENTA O TEMA E LEMA. É DIVIDIDO EM 3 MOMENTOS COMO JÁ E DA NOSSA TRADIÇÃO BÁSICA, DA IGREJA LATINA AMERICANA , A IGREJA DO BRASIL, VER ONDE NOS ENXERGAMOS A REALIDADE, ONDE NÓS NOS DEBRUÇAMOS SOBRE O TEMA DE MANEIRA A CONCEITUARMOS MELHOR , JULGAR  ONDE NÓS ANALISAMOS  A LUZ DA PALAVRA DE DEUS E DA DOUTRINA DA IGREJA E NÓS TEMOS O  AGIR ONDE NÓS COLOCAMOS PISTAS DE AÇÃO PARA QUE POSSAMOS MELHOR ATUAR NESSE CAMPO , NESSA EXIGÊNCIA QUE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE NOS COLOCA.
 VAMOS AGORA, DAR UMA ATENÇÃO A ESTE ESPAÇO QUE O TEXTO BASE DEDICA AO:
 VER:
E NO VER NA PAGINA 19 DO TEXTO BASE CONCEITUANDO OQUE SEJAM POLÍTICAS PUBLICAS,
POLITICAS PUBLICAS SÃO ACOES E PROGRAMAS QUE SÃO DESENVOLVIDOS PELO ESTADO PARA GARANTIR E COLOCAR EM PRATICA DIREITOS QUE SÃO PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E EM OUTRAS LEIS.”
OU SEJA, NÓS TEMOS DIREITOS QUE SÃO PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, NÓS TEMOS DIREITOS E TODO BRASILEIRO POSSUEM ESTA CONSTITUIÇÃO COMO SUA GUARDIÃ, DESSES DIREITOS, ELA DETERMINA OS DIREITOS, MAS NÓS SABEMOS, MAS NÃO ADIANTA ESTÁ ESCRITO NA CONSTITUIÇÃO SE ELES NÃO ACONTECEM:
EX:  UM EXEMPLO PARA QUE NÓS ENTENDAMOS O QUE SEJAM POLITICAS PUBLICAS;
NO NUMERO NO ARTIGO 205, DIZ ASSIM:
“A EDUCAÇÃO É DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO E DA FAMÍLIA SERÁ PROMOVIDO E INCENTIVADO. ENTÃO É DEVER DO ESTADO PROMOVER A EDUCAÇÃO. COMO ISSO
ACONTECE?        QUAIS SÃO OS MEIOS PARA QUE ISSO ACONTEÇA, COMO ISSO SE DEVE REALIZAR.
É A PARTIR DESSAS PERGUNTAS, COMO ESSA REALIDADE, COMO SE DESENVOLVE AI AS POLITICAS PUBLICAS SURGEM.
VOCÊ PRECISA DE POLITICAS PUBLICAS PARA TORNAR REAL ESTA DETERMINAÇÃO QUE A CONSTITUIÇÃO COLOCA, ENTÃO NO CASO DA EDUCAÇÃO OS PROJETOS DO ESTADO PARA QUE A EDUCAÇÃO ALCANCE A TODOS, QUE É DEVER DO ESTADO PROMOVER.
NÓS SABEMOS  QUE QUANDO FALAMOS DO ESTADO FALAMOS DE 3 ESTRUTURAS BÁSICAS , FALAMOS DO LEGISLATIVO QUE SÃO FORMADOS POR DEPUTADOS, SENADORES POR PARLAMENTARES EM DIVERSAS ESTANCIAS , FALAMOS DO EXECUTIVO QUE É FORMADO PELO PRESIDENTE DA REPUBLICA , GOVERNADORES ,PREFEITOS , NÓS FALAMOS DE JUDICIÁRIO QUE É FORMADO PELO GRUPO DE JUÍZES PELO STF, CNJ,TST,TSE E SIM E AS DEMAIS ESTANCIAS DESSE PODER.
O ESTADO É COMPOSTO POR ESSES GRUPOS   AGORA TEMOS DENTRO DO ESTADO O GOVERNO , ATENÇÃO ESTADO É PERMANENTE GOVERNO É AUTORIDADE QUE FAZ A GESTÃO DO ESTADO NAQUELE DETERMINADO MOMENTO, VOCÊ ELEGE O GOVERNO VOCÊ NÃO ELEGE O ESTADO , POR ISSO EXITEM POLITICAS PUBLICAS SOLUÇÕES PARA ALGUMAS REALIDADES QUE SÃO EXIGIDAS PELA CONSTITUIÇÃO QUE SÃO POLITICAS PUBLICAS DE ESTADO, OU SEJA SÃO DURADOURAS, PERMANENTES E EXITEM SOLUÇÕES QUE SÃO DADAS QUE SÃO POLITICAS PUBLICAS DE GOVERNO QUE ACABAM SENDO PASSAGEIRAS QUE QUANDO MUDAM O GOVERNO ACABAM NÃO ACONTECENDO MAIS .
PARA QUE NÓS POSSAMOS DEFINIR POLITICAS PUBLICAS EXISTE UM CICLO PARA DEFINIÇÃO:
- IDENTIFICA-SE O PROBLEMA E AI ATENÇÃO, VÁRIOS ATORES SÃO CHAMADOS A SOCIEDADE CIVIL É CHAMADA A DEMANDAR A EXISTÊNCIA DE UM PROBLEMA QUE ESTÁ ACONTECENDO QUE DEVE SER SUPRIDO PORQUE ESTÁ NA CONSTITUIÇÃO, AGORA COMO SUPRIR, VAMOS PARA FORMULAR AS POLITICAS PUBLICAS.
AO FORMULAR AS POLITICAS PUBLICAS VAMOS VER SE É DECISÃO A SER TOMADA PELO ESTADO OU NÃO AI TOMA-SE A DECISÃO, DEPOIS IMPLEMENTA A POLITICA PUBLICA, E ELA DEPOIS DE IMPLEMENTADA DEVE SER SEMPRE AVALIADA DENTRO DE UM PROCESSO.
ATENÇÃO, VOCÊ PODE CAIR  NO RISCO DE  PENSAR QUE ISSO É SÓ FUNÇÃO DO GOVERNO E DO ESTADO NÃO É, A DEMOCRACIA PODE REPRESENTATIVA OU PARTICIPATIVA, REPRESENTATIVO É VOCÊ ELEGER OS SEUS GOVERNANTES , PARTICIPATIVA É QUANDO VOCÊ CONTINUA FISCALIZANDO E DE AJUDAR A IMPLEMENTAR POLITICAS PUBLICAS, É MUITO IMPORTANTE QUE VOCÊ PARTICIPE DESSE SISTEMA DEMOCRÁTICO COM RELAÇÃO AS POLITICAS PUBLICAS , NOS CONSELHOS , NAS CONFERENCIAS , NAS REUNIÕES QUE ACONTECEM NAS COMUNIDADES, NA SUA CIDADE  OU NACIONAL, TEMOS QUE PARTICIPAR, PARA QUE NÃO FIQUE NAS MÃOS DAQUELES QUE FORAM ELEITOS.
 NÓS PRECISAMOS DAR, MAS ATENÇÃO AO JOVEM E A FAMÍLIA ALVOS DE POLITICAS PUBLICAS E OQUE NOS PEDE O TEXTO BASE DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2019.

JULGAR
(IS.1,27),” SIÃO SERÁ LIBERTADA PELO DIREITO E SEUS CATIVOS PELA JUSTIÇA”
É NESTE TEXTO QUE PARTE A INSPIRAÇÃO BÍBLICA NO LEMA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2019, “SERÁS LIBERTADOS DO DIREITO E DA JUSTIÇA”, SÃO DUAS PALAVRAS DIREITO E JUSTIÇA.
Direito É BASE DO PENTATEUCO OU SEJA UM CONJUNTO DE LIVROS DO ANTIGO TESTAMENTO , NOS APRESENTA ESSA PALAVRA DE UMA FORMA DE CONVIVÊNCIA MAIS IGUALITÁRIA  ENTRE OS SERES HUMANOS, INJUSTIÇA COMO UMA MOTIVAÇÃO INTERIOR PARA QUE O DIREITO SE CUMPRA, SERÁS LIBERTADO PELO DIREITO DE UMA FORMA MAIS IGUALITÁRIA  DE CONVIVÊNCIA E PELA JUSTIÇA QUE É A MOTIVAÇÃO INTERIOR PARA QUE POSSAMOS VIVER MELHOR ESSA FORMA IGUALITÁRIA QUE É O DIREITO.
EU CONCORDO COM VOCÊS QUANDO ANALISAMOS AS VEZES A NOSSA REALIDADE, NÓS VIVEMOS TEMPOS DIFÍCEIS DE ACREDITAR NO DIREITO E NA JUSTIÇA, TAMBÉM NÃO SÃO TEMPO DIFÍCEIS QUE VIVEU O PROFETA ISAÍAS, CONTUDO NÓS SOMOS CHAMADOS  A DARMOS UM PASSO A MAIS DO QUE NAQUELE TEMPO, NÓS TEMOS JESUS OS SINAIS DE MORTE QUE TENTAM NOS CEGAR DIANTE DA ESPERANÇA ENCONTRAM EM JESUS SINAIS DE VIDA, JESUS NA SUA VIDA PUBLICA  FEZ ACOES DE VIDA ELE PRIVILEGIOU OS POBRES,OS QUE NÃO TINHAM O PÃO , PRIVILEGIOU AS MULHERES QUE ERAM COM PREMIDAS NA ÉPOCA, DEU VALORES AS CRIANÇAS QUE NÃO SIGNIFICAVAM NADA, CUIDOU DOS ENFERMOS DOS IDOSOS OU SEJA  JESUS COM SUA EXPERIENCIA E PRATICA DE VIDA DEUS SINAIS DE POLITICAS PUBLICAS REALIZADA NA SUA AÇÃO, E A MAIOR VIDA QUE ELE PROPORCIONA O MAIOR SINAL DE ESPERANÇA É A SUA RESSURREIÇÃO.
POR ISSO FALAR DE DEUS É FALAR DO REINO DE DEUS QUE SE APROXIMA ESSE REINO QUE NÓS DEVEMOS LUTAR PARA QUE ELE MOSTRE SEUS SINAIS AGORA MAS QUE SÓ VIVEREMOS NA PLENITUDE NA ETERNIDADE, ESTA FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA QUE BREVEMENTE ESTAMOS TENTANDO EXPLICAR E QUE SE ENCONTRA MUITO BEM ESCRITA NO TEXTO BASE ELA PARTE POR UM FUNDAMENTAÇÃO NA DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA.
DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA É O PENSAMENTO SOCIAL ECLESIAL DESSE SECULOS DE VIDA DA IGREJA, ATRAVÉS DE GRANDES NOMES DE PAPAS, DE MAGISTÉRIOS E SIGNIFICA QUE FALAR COM O SOCIAL É FALAR DE DOUTRINA NA VIDA DA IGREJA E NÃO OPTAR POR UMA CORRENTE IDEOLÓGICA OU POLITICA, A IGREJA TEM SUA DOUTRINA SOCIAL.
E NA SUA DOUTRINA SOCIAL PALAVRAS O TEXTO BASE RESOLVEU PRIVILEGIAR, PARTICIPAÇÃO, CIDADANIA, BEM COMUM, AO FALAR DE PARTICIPAÇÃO RESGATA-SE TEXTOS DO TEXTO BASE QUE INCENTIVAM A PARTICIPAÇÃO NA VIDA PUBLICA, NÓS NÃO PODEMOS VIVER UMA FÉ ESTANCADA, PARADA, PRIVADA, INTIMISTA, NÓS PRECISAMOS PARTICIPAR ATIVAMENTE NA VIDA DA SOCIEDADE.
CIDADANIA NOSSO FUNDAMENTO MAIOR É A PRÓPRIA ENCARNAÇÃO DO VERBO, O VERBO QUE SE FEZ CARNE O FILHO DE DEUS  QUE HABITA ENTRE NÓS , NÓS PRECISAMOS SER CIDADÃO DESSE MUNDO, NÓS PRECISAMOS ENCARNAR A NOSSA AÇÃO CRISTÃ NA VIDA E NESSE MUNDO, PARTICIPAR DESSA VIVENCIA CIDADÃ NA SOCIEDADE , EM BUSCA DO QUE DO BEM COMUM.
O BEM COMUM É O NORTEADOR DAS NOSSAS AÇÕES QUANDO FALAMOS EM POLITICAS PUBLICAS, LEMBRANDO QUE POLITICAS PUBLICAS QUE SÃO ACÇÕES QUE TORNAM EFICAZ E VIABILIZAM E REALIZAM OS DIREITOS E JUSTIÇA GARANTIDOS NA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA E EM OUTRAS LEIS.
OU SEJA, ESSAS ESTRATEGIAS OU FORMA DE APLICAR E GARANTIR ESSES DIREITOS ATRAVÉS DE UMA JUSTIÇA ELAS PRECISAM BUSCAR O BEM COMUM, PRIVILEGIANDO AQUELES QUE PRECISAM, O MAIS POBRES OS MAIS NECESSITADOS.
ENTÃO VEJAM BEM O DIREITO E A JUSTIÇA , O DIREITO COM UMA CONVIVÊNCIA IGUALITÁRIA A JUSTIÇA COMO UMA FORMA DE VIVER ESSA CONVIVÊNCIA IGUALITÁRIA COLOCAR A MOTIVAÇÃO INTERIOR PARA QUE ISSO ACONTEÇA , POR ISSO ESTA EMBASADA NA ESPERANÇA QUE JESUS NOS COLOCA O REINO ACONTECE E COMEÇA ACONTECER AQUI E VIVE EM PLENITUDE NA ETERNIDADE ,ATRAVÉS DA PARTICIPAÇÃO CIDADÃ EM VISTA  DO BEM COMUM.

AGIR
DEPOIS DE UMA INTRODUÇÃO, FALAMOS UM POUCO SOBRE O VER, ANALISAMOS O JULGAR, AGORA VAMOS DEDICAR SOBRE O AGIR, UMA PARTE MAIS PRATICA DO TEXTO BASE DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE, COMO TRANSFORMAR QUE NÓS OBSERVAMOS E JULGAMOS A LUZ DA PALAVRA DE DEUS E DA DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA, EM AÇÕES CONCRETAS.
NO TEXTO BASE DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2019 APARECE ALGUMAS PISTAS DE AÇÃO EM 3 PONTOS QUE DEVEM SER PERSEGUIDOS:
O 1º PONTO PRATICO PARA QUE ISSO ACONTEÇA:
1º- SUPERAR ESSA DICOTOMIA ( ESSA SEPARAÇÃO ENTRE FÉ E VIDA ,NÓS VIVEMOS NUM TEM TEMPO EM QUE QUANDO SE FALA DE SOCIAL JÁ ESTA ACUSANDO A PESSOA DE TER NO MEIO CRISTÃO UMA IDEOLOGIA POLITICA PARTIDÁRIA,ISTO  NÃO É VERDADE , A FÉ IMPLICA NA VIDA A FÉ É CONCRETA E ELA PRECISA SE MANIFESTAR EM ATITUDES CONCRETAS O EVANGELHO REPERCUTE DIRETAMENTE NA NOSSA PARTICIPAÇÃO NA SOCIEDADE, ENTÃO SEPARA ESSAS DUAS REALIDADES FÉ E VIDA É UM EQUIVOCO, FÉ  REPERCUTE NA VIDA E NA MEDIDA QUE EU ME CONVERTO PESSOALMENTE EU TAMBÉM ME CONVERTO SOCIALMENTE AI CONSTRUÍMOS UM MUNDO MELHOR UMA REALIDADE MELHOR.
2ª- A SEGUNDA REALIDADE QUE NÓS TEMOS QUE PERSEGUIR É A PARTICIPAÇÃO NA SOCIEDADE NA BUSCA DO BEM COMUM, NÓS PRECISAMOS PARTICIPAR SE É VERDADE QUE FÉ E VIVA NÃO SÃO SEPARADAS SE ELAS SE INTERAGEM, ISSO SE ACONTECE SE REALIZA SE DA NA SOCIEDADE E NA PARTICIPAÇÃO NA  VIDA SOCIAL E O IMPORTANTE QUE PERSIGAMOS ESSE PONTO.
3º- É O HUMANISMO SOLIDÁRIO , PROMOVER O HUMANISMO SOLIDÁRIO É COLOCAR O SER HUMANO NO CENTRO DAS NOSSAS PREOCUPAÇÕES , ATENÇÃO : NÃO É O DINHEIRO , NÃO É O PODER ECONÔMICO , NÃO SÃO OS INTERESSE E ARMAÇÃO DE GRUPOS QUE TEM DETERMINADAS  PRIORIDADES NA SOCIEDADE NA VIDA DA SOCIEDADE,É O SER HUMANO É ELE O OBJETO DAS DECISÕES DE POLITICAS PUBLICAS , ÉLE A PRIORIDADE DESSAS DECISÕES.
E COMO QUE EU REALIZO ESSES TER MOMENTOS , ESSAS 3 EXIGÊNCIAS QUE ACABAMOS DE DIZER; EU AS REALIZO ATRAVÉS DAS TRÊS PALAVRAS QUE ESTA LA NO VER  QUE FAZEM PARTE DO OBJETIVO GERAL DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2019, QUE É A PARTICIPAÇÃO, CIDADANIA E BEM COM , PARTICIPAR DA SOCIEDADE AI PRECISAMOS PARTICIPAR MAIS DAS NOSSAS PASTORAIS SOCIAIS , PARTICIPAR MAIS DAS AÇÕES DA IGREJA QUE BUSCAM ESSA REALIDADE AMPLIADA DA FÉ DENTRO DA PERSPECTIVA DA SOCIEDADE DAS DECISÕES, A CIDADANIA É IMPORTANTE QUE NÓS ATUEMOS EM PARCERIA COM INSTITUIÇÕES DA SOCIEDADE QUE BUSCAM TAMBÉM OS MESMOS OBJETIVOS QUE NÓS, ENTÃO FAZER PARCERIAS COM INSTITUIÇÕES E ÓRGÃOS DA SOCIEDADE , ENTÃO FAZER PARCERIAS COM ORGANISMOS DA SOCIEDADE QUE BUSCAM UM MUNDO MELHOR, PARTICIPAR DAS CONFERENCIAS , BUSCAR AI NA SUA COMUNIDADE ONDE ESTA ACONTECENDO UM ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DAR UMA OPINIÃO,ONDE ESTA ACONTECENDO UM CONSELHO DE SAÚDE, ONDE ESTA ACONTECENDO UM CONSELHO DE EDUCAÇÃO PARTICIPAR OPINAR DECIDIR SOBRE POLITICAS PUBLICAS,EM CONJUNTO.
E POR ULTIMO O BEM COMUM, SABER QUE ESSAS DECISÕES NÃO PODEM SER TOMADAS PRIORIZANDO SOMENTE A MINHA FORMA DE PENSAR E AS MINHAS DEBILIDADES E MINHAS PREOCUPAÇÃO. TODAS ESSAS PISTA CONCRETAS NOS VAMOS ENCONTRA NO TEXTO BASE DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE.
QUE POSSAMOS ENTENDER QUE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE NÃO TERMINA NA QUARESMA E SIM PRA SER VIVIDA A PARTIR DA QUARESMA E PRA VIDA TODA, VAMOS COMPREENDER QUE TEMOS VEZ E VOZ NESSA DEMOCRACIA QUE AI ESTÁ PODEMOS MELHORAR ESTE MUNDO COM NOSSA PARTICIPAÇÃO NA SOCIEDADE.







terça-feira, 29 de janeiro de 2019

CNBB é solidária com as vítimas em Brumadinho (MG) e afirma que o “Desastre de Mariana” ensinou muito pouco


A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu Nota de Solidariedade na tarde deste sábado, 26 de janeiro, a respeito do fato ocorrido ontem, sexta-feira, quando houve o  rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho(MG).
Na nota, os bispos destacam que aquela tragédia recente e semelhante quando houve rompimento de outra barragem em Mariana (MG) ensinou muito pouco.
Em nome do episcopado brasileiro, os bispos da presidência se unem aos familiares das vítimas e às comunidades para pedir: “As famílias e as comunidades esperam da parte do Executivo rigor na fiscalização, do Legislativo, responsabilidade ética de rever o projeto do Código de Mineração, e do Judiciário, agilidade e justiça“.
A presidência manifesta estar unida também com toda a família arquidiocesana de Belo Horizonte e reforça o pedido do arcebispo, dom Walmor Oliveira: “É urgência minimizar a dor dos atingidos por mais esse desastre ambiental, sem se esquecer de acompanhar, de perto, a atuação das autoridades, na apuração dos responsáveis por mais um triste e lamentável episódio, chaga aberta no coração de Minas Gerais”.
No final da Nota de Solidariedade, a Presidência da CNBB “oferece orações ao Senhor da Vida em favor das famílias, das comunidades da Arquidiocese de Belo Horizonte, atingidas pelo rompimento da barragem da mineradora Vale. Convidamos cada pessoa cristã a se associar aos irmãos e irmãs que sofrem com a perda de seus entes queridos e de seus bens“.

Leia a Nota, na íntegra:

NOTA DE SOLIDARIEDADE

Toda a criação, até o presente, está gemendo como que em dores de parto
(Rm 8,22)

A tragédia em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, vem confirmar a profecia de São Paulo VI: “Por motivo de uma exploração que não leva em consideração a natureza, o ser humano começa a correr o risco de a destruir e de vir a ser, também ele, vítima dessa degradação (Discurso à FAO, (16/11/1970).
Por ocasião do “Desastre de Mariana”, também em Minas Gerais, o Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB afirmava que “é preciso colocar um limite ao lucro a todo custo que, muitas vezes, faz negligenciar medidas de segurança e proteção à vida das pessoas e do planeta” (25/12/2015). “O princípio da maximização do lucro, que tende a isolar-se de todas as outras considerações, é uma distorção conceitual da economia” (Laudato Sì, 195). Esse princípio destrói a natureza e a pessoa humana.
É muito triste constatar que o “desastre de Mariana” tenha ensinado tão pouco. É urgente que a atividade mineradora no Brasil tenha um marco regulatório que retire do centro o lucro exorbitante das mineradoras ao preço do sacrifício humano e da depredação do meio ambiente, com a consequente destruição da biodiversidade. “O meio ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos” (Laudato Sì, 95).
As famílias e as comunidades esperam da parte do Executivo rigor na fiscalização, do Legislativo, responsabilidade ética de rever o projeto do Código de Mineração, e do Judiciário, agilidade e justiça.
Unidos à família arquidiocesana de Belo Horizonte, assumimos como nossas as palavras do seu Arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo: “É urgência minimizar a dor dos atingidos por mais esse desastre ambiental, sem se esquecer de acompanhar, de perto, a atuação das autoridades, na apuração dos responsáveis por mais um triste e lamentável episódio, chaga aberta no coração de Minas Gerais. A justiça seja feita, com lucidez e sem mediocridades que geram passivos, com sentido humanístico e priorizando o bem comum, com incondicional respeito e compromisso com os mais pobres” (25/01/2019).
A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) expressa solidariedade e oferece orações ao Senhor da Vida em favor das famílias, das comunidades da Arquidiocese de Belo Horizonte, atingidas pelo rompimento da barragem da mineradora Vale. Convidamos cada pessoa cristã a se associar aos irmãos e irmãs que sofrem com a perda de seus entes queridos e de seus bens.
A esperança de viver na “Casa Comum” anime os nossos passos, e a fé na ressurreição ilumine a nossa dor!
Brasília-DF, 26 de janeiro de 2019
Cardeal Sérgio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de Salvador
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

21 de janeiro: Dia Mundial da Religião e Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa no Brasil


O Dia Mundial da Religião é comemorado anualmente em 21 de janeiro. A data, cujo objetivo é promover o respeito, a tolerância e o diálogo entre todas as diversas religiões existentes no mundo, que pregam como princípio a bondade, foi criada em dezembro de 1949, através de uma Assembleia Religiosa Nacional dos Baha’is, uma religião monoteísta fundada pelo líder Bahá’u’lláh, em meados do século XIX, na Pérsia.
A ideia é incentivar a convivência pacífica entre todas as diferentes ideologias religiosas e doutrinais, evitando a intolerância religiosa. Isso porque as questões religiosas sempre foram motivo para as piores guerras e conflitos que a humanidade já presenciou.
Assim, nesta mesma data, o Brasil comemora o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, como um reforço ao objetivo proposto pelo Dia Mundial da Religião. O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é instituído pela Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007.
A data rememora o dia do falecimento da Iyalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum (BA), vítima de intolerância por ser praticante de religião de matriz africana. A sacerdotisa foi acusada de charlatanismo, sua casa atacada e pessoas da comunidade foram agredidas. Ela faleceu no dia 21 de janeiro de 2000, vítima de infarto.
Com relação à prática de intolerância religiosa no país, apenas em 2016 a Ouvidoria da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) recebeu cerca de 64 denúncias. Em 2015, foram 61 casos. Em 2014, 24 registros. No ano 2013, 49 ocorrências. E em 2012, foram 27.

Dom Biasin: “Jesus nos manda amar, inclusive os inimigos”
O bispo da diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Francisco Biasin, defende que para alcançar uma convivência mais fraterna entre as religiões é necessário antes de tudo desvincular o conhecimento de um outro caminho de fé de qualquer influência ideológica e política.
Para ele, um caminho de fé pressupõe uma sincera busca de Deus ou do Transcendente que nasce da consciência do ser humano e a partir daí o leva a construir relacionamentos com a natureza e com os outros seres humanos que harmonizem com tal busca.
A esse respeito, dom Biasin lembra que o papa Francisco, em homilia proferida na capela da Casa Santa Marta no dia 17 de janeiro afirmou: “A Palavra de Deus, a graça do Espírito Santo não é ideologia, é vida, faz crescer sempre, avançar, e também abrir o coração aos sinais do Espírito, aos sinais dos tempos”. Em outra ocasião, reforçou o bispo, o papa afirmou: “Não pode ser chamada religião a que justifica a eliminação e a morte de outros seres humanos”.
Pontos de convergência – Dom Biasin destaca que é necessário conhecer a religião do outro e colher aqueles pontos de convergência com o nosso caminho de fé que nos permita dialogar e, quando é possível, trabalhar juntos para construir a paz, para defender as pessoas de qualquer forma de injustiça, para o respeito e o cuidado com a casa comum.
No caso específico do Brasil, o bispo defende que é importante que os cristãos, de maneira especial os católicos, se revistem de uma atitude de profunda humildade. Segundo ele, é fácil que se instaure no coração dos católicos uma atitude de superioridade hegemônica e que assumam um olhar altivo de quem se sente dono da verdade e “tolera” os outros.
O religioso afirma que para o cristão é pouco demais “tolerar”, pois Jesus nos manda “amar”, inclusive os inimigos: “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam”(Lc 6,27). Dom Biasin reforça que os fiéis de outras Igrejas são irmãos e irmãs no Senhor e os membros de outras religiões são companheiros de caminhada na estrada da vida e da história humana: “somos chamados a respeitar, acolher, dialogar, numa palavra a assumir para com eles a atitude que tudo resume, enaltece e enobrece, a Amar!”
Postagens mais antigas → Página inicial