segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

21 de janeiro: Dia Mundial da Religião e Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa no Brasil


O Dia Mundial da Religião é comemorado anualmente em 21 de janeiro. A data, cujo objetivo é promover o respeito, a tolerância e o diálogo entre todas as diversas religiões existentes no mundo, que pregam como princípio a bondade, foi criada em dezembro de 1949, através de uma Assembleia Religiosa Nacional dos Baha’is, uma religião monoteísta fundada pelo líder Bahá’u’lláh, em meados do século XIX, na Pérsia.
A ideia é incentivar a convivência pacífica entre todas as diferentes ideologias religiosas e doutrinais, evitando a intolerância religiosa. Isso porque as questões religiosas sempre foram motivo para as piores guerras e conflitos que a humanidade já presenciou.
Assim, nesta mesma data, o Brasil comemora o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, como um reforço ao objetivo proposto pelo Dia Mundial da Religião. O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é instituído pela Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007.
A data rememora o dia do falecimento da Iyalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum (BA), vítima de intolerância por ser praticante de religião de matriz africana. A sacerdotisa foi acusada de charlatanismo, sua casa atacada e pessoas da comunidade foram agredidas. Ela faleceu no dia 21 de janeiro de 2000, vítima de infarto.
Com relação à prática de intolerância religiosa no país, apenas em 2016 a Ouvidoria da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) recebeu cerca de 64 denúncias. Em 2015, foram 61 casos. Em 2014, 24 registros. No ano 2013, 49 ocorrências. E em 2012, foram 27.

Dom Biasin: “Jesus nos manda amar, inclusive os inimigos”
O bispo da diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Francisco Biasin, defende que para alcançar uma convivência mais fraterna entre as religiões é necessário antes de tudo desvincular o conhecimento de um outro caminho de fé de qualquer influência ideológica e política.
Para ele, um caminho de fé pressupõe uma sincera busca de Deus ou do Transcendente que nasce da consciência do ser humano e a partir daí o leva a construir relacionamentos com a natureza e com os outros seres humanos que harmonizem com tal busca.
A esse respeito, dom Biasin lembra que o papa Francisco, em homilia proferida na capela da Casa Santa Marta no dia 17 de janeiro afirmou: “A Palavra de Deus, a graça do Espírito Santo não é ideologia, é vida, faz crescer sempre, avançar, e também abrir o coração aos sinais do Espírito, aos sinais dos tempos”. Em outra ocasião, reforçou o bispo, o papa afirmou: “Não pode ser chamada religião a que justifica a eliminação e a morte de outros seres humanos”.
Pontos de convergência – Dom Biasin destaca que é necessário conhecer a religião do outro e colher aqueles pontos de convergência com o nosso caminho de fé que nos permita dialogar e, quando é possível, trabalhar juntos para construir a paz, para defender as pessoas de qualquer forma de injustiça, para o respeito e o cuidado com a casa comum.
No caso específico do Brasil, o bispo defende que é importante que os cristãos, de maneira especial os católicos, se revistem de uma atitude de profunda humildade. Segundo ele, é fácil que se instaure no coração dos católicos uma atitude de superioridade hegemônica e que assumam um olhar altivo de quem se sente dono da verdade e “tolera” os outros.
O religioso afirma que para o cristão é pouco demais “tolerar”, pois Jesus nos manda “amar”, inclusive os inimigos: “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam”(Lc 6,27). Dom Biasin reforça que os fiéis de outras Igrejas são irmãos e irmãs no Senhor e os membros de outras religiões são companheiros de caminhada na estrada da vida e da história humana: “somos chamados a respeitar, acolher, dialogar, numa palavra a assumir para com eles a atitude que tudo resume, enaltece e enobrece, a Amar!”

sábado, 15 de dezembro de 2018

Cáritas Brasileira realizará entrega do V Prêmio Odair Firmino de Solidariedade


Entre os dias 11 e 18 de novembro de 2018 a Igreja celebra a II Jornada Mundial dos Pobres. Esta é uma iniciativa liderada pelo papa Francisco que teve início em 2017 com o objetivo de mobilizar comunidades e grupos para que realizem gestos concretos de acolhida e solidariedade com pessoas em situação de extrema pobreza.
Como parte da programação da Jornada Mundial dos Pobres, a Cáritas Brasileira realiza a quinta edição do Prêmio Odair Firmino de Solidariedade com o tema A cultura da paz para a superação da violência, em consonância com a Campanha da Fraternidade 2018, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que apresenta o tema Fraternidade e superação da violência.
O Prêmio deste ano visa estimular as ações de pastorais, organizações sociais, associações, cooperativas, entidades e grupos comunitários que atuam no fortalecimento da solidariedade e da esperança na construção da cultura da paz. 
O diretor-executivo da Cáritas Brasileira, Luiz Cláudio Lopes da Silva (Mandela), fala dos 15 projetos pré-selecionados: “Temos experiências de boa parte dos estados brasileiros, uma diversidade de experiências, muitas delas trabalhando a diversidade de cultura, a geração de trabalho e renda a partir da economia solidária, buscando trazer a perspectiva cultural, o circo, o teatro, a música, mas também a organização comunitária, fortalecimento do laço de solidariedade dentro das comunidades, como grande perspectiva e ferramenta para a superação da violência”.
A primeira edição do Prêmio foi realizada em 2010 com o tema As mudanças climáticas e a vida no planeta. Na segunda edição, em 2011, o tema foi Mulher, meio ambiente e desenvolvimento. Na terceira edição, em 2012, o tema escolhido foi Juventude, desenvolvimento e solidariedade. Já em 2013, o tema em destaque foi Soberania alimentar e solidariedade: alternativas às desigualdades sociais. Em 2016, realizou-se a edição especial dentro das comemorações dos 60 anos da Cáritas Brasileira, com o tema Pastoralidade e transformação social.
O nome do Prêmio é uma homenagem a Odair Firmino. Agente Cáritas que dedicou a vida na defesa dos direitos humanos e da justiça social. A secretária-executiva da Cáritas Brasileira no Regional Nordeste 3, Cátia Cardoso, que trabalhou com Odair, na Cáritas, conta: “O sentimento que tenho é que ele vivia o Evangelho de forma alegre e contagiante. Ele era assim, um agente Cáritas, um agente de pastoral, na sua comunidade, na universidade, na sua família e nas diferentes instâncias e nos diferentes serviços que assumiu ao longo da sua vida na rede Cáritas”.
Odair Firmino faleceu em 5 de julho de 2008 deixando entre os agentes Cáritas muitas memórias de afeto e gratidão. Além da inspiração para dar continuidade para ações solidárias transformadoras.
Projetos premiados 2018 – Os três projetos vencedores do V Prêmio Odair Firmino de Solidariedade serão conhecidos no próximo dia 12 de novembro. Cada um receberá o incentivo de cinco mil reais e o troféu Odair Firmino. Neste dia a Cáritas Brasileira comemora 62 anos de sua fundação no Brasil. Os 15 Projetos pré-selecionados pelos Inter-regionais da Cáritas Brasileira são:
Inter-regional Norte
  • Projeto Bom começo, Oficina de Hip Hop – Bonfim (RR)
  • Rede de Mulheres: Liderança Feminina, Empoderamento e Emancipação – da Ilha de Mosqueiro, distrito de Belém (PA)
  • Projeto Içá, Ação e Proteção – Comunidade Nossa Senhora de Nazaré, paróquia das Ilhas de Abaetetuba (PA)
Inter-regional Nordeste
  • Grupo de Voluntários Anjos da Guarda – Comunidade de Vila Miranda, na cidade de Capela, no Sergipe (SE)
  • União dos Moradores do Jardim Iracema – Jardim Iracema, Fortaleza (CE)
  • Projeto Acolher, Compreender e Promover – Bairro Nossa Senhora das Vitórias, Ilhéus (BA)
Inter-regional Centro-Oeste
  • Na trilha da universidade – Cajueiro, Goiânia (GO)
  • Arte, circo e cidadania – Jardim Goiás, Goiânia (GO)
  • Reconstruindo a teia da vida, Associação Cultural Namastê – Casa Social e Cultural do Núcleo Bandeirante, Brasília (DF)
Inter-regional Sudeste
  • Mulheres organizadas em cooperativa: sociedade justa e solidária – Jatobá IV, Belo Horizonte (MG)
  • Coleta seletiva com a inclusão de catadores – MG-10, km 168, Zona Rural (MG)
  • Cursinho popular podemos mais – Belo Horizonte (MG)
Inter-regional Sul
  • Escola Milton Santos de Agroecologia: dinamizando o desenvolvimento do campo com sustentabilidade – Jardim Pioneiro, Paiçandu (PR);
  • Projeto Empreendimento Econômico Solidário Morenas do Divino – Comunidade Divino Espírito Santo, Rio Rufino (SC)
  • Conjunto instrumental do Irineu – Praia Belas, Porto Alegre (RS)
Participarão da solenidade do V Prêmio Odair Firmino de Solidariedade, no dia 12 de novembro, às 15h, na sede provisória da CNBB, em Brasília (DF), representantes dos três projetos premiados; o Secretário-Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner; a diretora de Incidência Política da Cáritas Internacional, Martina Liebsch; o diretor-executivo da Cáritas Brasileira, Luiz Cláudio Lopes da Silva (Mandela) e a militante do Movimento Negro, pedagoga e educadora popular, Dyarley Viana, que integra Movimento Nossa Brasília e vai partilhar sobre o trabalho de superação da violência na Cidade Estrutural, região administrativa de Brasília (DF).
Por Jucelene Rocha e Osnilda Lima – Rede Cáritas de Comunicação

CIMI divulga nota que a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil entregou ao governo de transição


O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou em seu site a carta que a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) entregou na manhã do dia 6 de dezembro, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição, em Brasília, ao presidente eleito, Jair Bolsonaro. No documento, a organização indígena cobra do próximo ocupante do Palácio do Planalto respeito e garantias aos direitos fundamentais dos povos e comunidades.
Durante a campanha eleitoral e depois de vencer o pleito, Bolsonaro e integrantes de sua equipe atacaram de forma racista os povos indígenas, comparando-os a animais de zoológico. No Mato Grosso do Sul, estado com agudo passivo demarcatório e de violências condenadas pelas Nações Unidas, o presidente eleito afirmou que não demarcaria nenhum centímetro de terra tradicional.
Recentemente, novamente a questão indígena demonstrou que enfrentará retrocessos durante o próximo governo. Futuros ministros de Bolsonaro iniciaram um jogo de empurra no intuito de desvincular a Fundação Nacional do Índio (Funai) do Ministério da Justiça, ventilando a possibilidade do órgão indigenista estatal seguir para o Ministério da Agricultura ou Presidência da República.
“Por isso é que não admitimos ser tratados como seres inferiores, como tem ressoado em declarações de Vossa Excelência. Somos apenas diferentes, sendo obrigação do governo federal segundo a Constituição, respeitar nossa “organização social, costumes, línguas, crenças e tradições” (artigo 231 da Constituição). Repudiamos, portanto, o seu pejorativo e reduzido entendimento de nos considerar animais em zoológicos”, diz trecho da carta endereçada ao presidente eleito.
De tal forma que a Apib, depois de conversas com representações de povos indígenas de todo o país, estabelece 11 prioridades a serem tratadas junto ao novo governo. Praticamente todas as demandas envolvem a manutenção de políticas públicas e a efetivação de direitos constitucionais.

Pastoral Familiar realiza encontro nacional em Salvador


Com o objetivo de refletir sobre a assessoria da Pastoral Familiar no Brasil a partir dos ensinamentos do Papa Francisco, entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro, aconteceu no Centro de Treinamento de Líderes – CTL de Salvador, o Encontro Nacional da Pastoral familiar. O evento que trabalhou a formação da pastoral familiar contou com a participação de 97 pessoas, representantes de 18 regionais da CNBB.
A matéria completa esta no site do Regional Nordeste 3 da CNBB

Nos 111 anos do nascimento de Oscar Niemeyer as Igrejas projetadas pelo arquiteto das curvas infinitas



Quando o assunto é Arquitetura, é quase impossível não se lembrar de Oscar Niemeyer, que morreu em 2012 aos 104 anos. Ele foi um dos arquitetos mais importantes para a História do Brasil e, em especial, para a capital Brasília.
Ateu e comunista convicto, Niemeyer, completaria 111 anos se estivesse vivo, neste domingo, dia 15 de dezembro. Foi pelas mãos do homem que não acreditava em Deus que 16 obras religiosas, entre capelas e igrejas, algumas icônicas e importantes cartões postais das cidades foram projetados ao longo de sua carreira.

Igrejas de Brasília (DF)
Com suas as formas inesperadas e curvas “infinitas” projetou apenas em Brasília (DF), a Catedral Metropolitana de Brasília; a Capela Alvorada, localizada no Palácio da Alvorada, residência da Presidência da República; a Igreja Ortodoxa São Jorge de Brasília; a Catedral Militar da Rainha da Paz; a Capela Nossa Senhora de Fátima ou Igrejinha da 307/308 Sul como  é mais conhecida, foi o primeiro templo em alvenaria a ser erguido em Brasília, em 1958 e sua arquitetura faz referência a um chapéu de freiras.
“Eu senti que deveria dar uma explicação, por que sou comunista e estou fazendo tantas igrejas. Mas nasci em uma família muito religiosa. Meu  avô era religioso. Na casa em que eu morei tinha cinco janelas, uma delas transformada em oratório pela minha avó. Tinha missa lá em casa. É uma coisa muito natural”. Oscar Niemeyer no livro As Igrejas de Oscar Niemeyer lançado em 2011.

Igreja da Pampulha (MG)

Igreja de São Daniel Profeta (RJ)
Outros três estados brasileiros contam obras religiosas assinadas por Niemayer. Em Belo Horizonte (MG), tem a Igreja São Francisco de Assis, mais conhecida como Igreja da Pampulha. No Rio de Janeiro, em Manguinhos, tem a Igreja de São Daniel Profeta e uma capela construída na Fazenda Santa Cecília, Distrito de Vera Cruz e em Aparecida (SP), o campanário com 13 sinos em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Rio Paraíba foi um dos últimos projetos desenhados pelo arquiteto.
O assessor do Setor Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Thiago Faccini, destaca que é inquestionável o valor do Niemayer, para a arquitetura não só do Brasil, mas internacionalmente por sua ousadia sobretudo nas formas.

Catedral Cristo Rei (BH)
“No aspecto litúrgico Niemayer reconhecia a necessidade de conhecer as normativas do culto, para projetar seus espaços internos, e por isso, em seus projetos de igrejas, sempre os deixou vazios e com a liberdade para que a própria Igreja o fizessem de acordo com suas necessidades. O último exemplo disso, foi o projeto da catedral da Arquidiocese de Belo Horizonte, que traz externamente os traços marcantes de sua arquitetura e o interno completamente despojado para que a própria Igreja possa preenchê-lo tornando-o funcional e celebrativo”, ressaltou.
Oscar Niemayer deixou um legado impressionante, realizou projetos icônicos em vários estados brasileiros e em outros países também e suas obras são referência de modernidade.
(Fotos: Acervo Fundação Oscar Niemayer, Bruno Peres/CB/D.A.Press)

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Reaberta a Catedral de Salvador




Dom Murilo S.R. Krieger, scj Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz
Após quase quatro anos fechada para restauração, foi reaberta a Catedral da Arquidiocese de São Salvador da Bahia. Quem agora a visita não consegue conter a surpresa e a emoção diante do que vê e contempla. De minha parte, mesmo tendo acompanhado passo a passo os trabalhos de restauração, senti uma alegria especial ao entrar nela para presidir a primeira celebração após sua reabertura.
Estou convicto de que uma das responsabilidades de quem é bispo de uma diocese é a de fazer com que os fiéis valorizem o patrimônio artístico, sacro e histórico da Igreja, pois tal patrimônio testemunha a fé e a sensibilidade artística dos antepassados.
O cristianismo caracteriza-se pelo anúncio do Evangelho a cada geração. Ao longo de sua história, a Igreja serviu-se das diferentes culturas para difundir e explicar a mensagem cristã. Como consequência, a fé passou a se expressar em formas artísticas que possuem uma intrínseca força evangelizadora e um valor cultural que merece o melhor de nossos cuidados.
Uma igreja como a do antigo Colégio dos Jesuítas – hoje, Catedral Primacial do Brasil -, é um testemunho da história religiosa de Salvador. Ela documenta de modo visível o percurso da Igreja ao longo dos séculos de nossa História, no que diz respeito ao culto, à catequese, à cultura e à caridade. Essa belíssima igreja comunica o sagrado e o belo, o antigo e o novo.
Pelo seu valor artístico, nossa Catedral manifesta a capacidade criativa de artistas, artesãos e mestres que souberam exprimir em cada detalhe seu sentimento religioso e a devoção da comunidade cristã. Ela exprime particularmente a sensibilidade e a espiritualidade dos filhos de Santo Inácio de Loyola, presentes nesta cidade desde seu início. Mas a Catedral testemunha, também, o amor e o carinho dos restauradores, que demonstraram capacidade artística, em cada momento de seu trabalho. Estou convicto de que um restaurador é também, de certa forma, um criador, um artista.
Agradeço a todos os que colaboraram para que os trabalhos de restauração fossem possíveis; um agradecimento especial ao Ministério da Cultura (Ministro Sérgio Sá Leitão), ao Iphan Nacional (Presidente Kátia Bogéa), ao Iphan da Bahia (Superintendente Bruno Tavares) e à empresa Marsou Engenharia (Sr. Vicente Souto Júnior e equipe).
Desejo que na Catedral de Salvador, construída no final do século XVII, para o culto divino, continuem sendo elevados aos céus os louvores, os clamores e os pedidos da comunidade cristã. Que ela seja fonte de união para os que nela se reunirem; de oração e de paz para os que a visitarem; de admiração para os que a contemplarem e de glória para o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Processo de beatificação do frei Miguel será aberto pela Arquidiocese de Aracaju



A Arquidiocese de Aracaju dará hoje (1º de novembro) a abertura oficial do processo de Beatificação do Frei Miguel, frade capuchinho que se tornou conhecido como “O Apóstolo de Aracaju”, e a quem o povo de Deus atribui uma vida de santidade.  A cerimônia, sob a presidência do arcebispo metropolitano, Dom João José Costa, ocorrerá às 19h na paróquia São Judas Tadeu, comunidade onde o Frei Miguel exerceu seu ministério por várias décadas.
 O tempo canônico exigido pela Igreja para iniciar esse processo é de 5 anos, contado a partir do dia do falecimento do capuchinho. Ele morreu em 9 de janeiro de 2013 com 104 anos de idade.
 Em 2017, uma comissão (tribunal canônico) constituída pelo Arcebispo Metropolitano, fez a catalogação de depoimentos de curas e milagres atribuídos à intercessão daquele que também ganhou o título de missionário capuchinho da caridade e da reconciliação.
 Em 9 de Julho de 2013, o então Arcebispo Metropolitano de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa, publicou uma oração pela qual os fiéis pedem a Beatificação do Frei Miguel. No dia 9 de cada mês, são celebradas 3 missas em sua memória, (6h30, 16h30 e 19h30) com grande participação dos fiéis.
Com informações da Arquidiocese de Aracaju

“A catequese não pode falhar na adesão e maturidade da fé do Cristão”, defende cardeal Odilo Cherer



Em artigo publicado no Portal da CNBB, o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Cherer, reforça que a catequese é um aspecto fundamental da evangelização e não pode faltar em nenhuma paróquia ou comunidade cristã.
A catequese, em sua avaliação, possui diversos momentos, que vão do “primeiro anúncio”, ou querigma, ao aprofundamento do conhecimento e da adesão de fé, e deve levar à maturidade da fé, que se traduz na vida cristã coerente e na prática das virtudes e das bem-aventuranças. “A catequese continua ao longo de toda a vida e requer sempre novos aprofundamentos diante das situações e circunstâncias novas da vida”, defende.
Segundo o cardeal, a boa catequese não pode ater-se apenas ao conhecimento intelectual da fé e da religião, mas precisa ser orientada necessariamente à prática da vida cristã: “deve levar à oração, nas suas múltiplas formas; à vida moral coerente com os mandamentos de Deus e com os ensinamentos de Jesus; deve levar à prática das virtudes, à vida honesta e ao envolvimento social para a edificação do mundo “conforme Deus”.
Para o religioso, a catequese deve também levar à participação ativa e generosa na vida e na missão da comunidade cristã. “O caminho da catequese não pode deixar de ser um caminho paciente e perseverante de inserção na comunidade eclesial, onde os católicos se sentem como em sua casa e em sua família”, escreveu.
Para dom Odilo Scherer, a catequese não pode deixar de apresentar uma boa e correta visão da Igreja de Cristo, da qual os catequizandos também são parte e devem sentir-se participantes. “A catequese seria muito incompleta se não conseguisse transmitir também um amor sincero e filial à Igreja”, exorta.

Campanha para a Evangelização auxilia a Igreja no cumprimento da sua missão e torna mais vigoroso o seu testemunho



Inspirada no exemplo da Igreja da Alemanha, que realiza duas campanhas anuais, a Igreja no Brasil criou a Campanha para a Evangelização no tempo do advento, após ser aprovada pela 35ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1997. Na assembleia seguinte, a 36ª, a ideia saiu do papel e foi realizada pela primeira vez no advento de 1998.

Cartaz da Campanha para a Evangelização 2018
Despertar os discípulos e as discípulas missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais no Brasil está entre os principais enfoques da Campanha deste ano, que acontece em sintonia com a Exortação Apostólica do papa Francisco: Gaudete et Exsultate, sobre o chamado à santidade no mundo atual, com o lema “Evangelizar partindo de Cristo”.
Sua abertura será realizada na Festa do Cristo Rei e Dia dos Cristãos Leigos e Leigas, encerramento do Ano Litúrgico, no dia 25 de novembro. A conclusão acontece no terceiro domingo do Advento, dia 16 de dezembro, quando deve ser realizada, em todas as comunidades católicas, a Coleta para a Ação Evangelizadora no Brasil, que pretende apoiar as inúmeras iniciativas da Igreja no Brasil no serviço da evangelização, da dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes.
“Desejamos uma boa Campanha para Evangelização com as bênçãos de Deus e a proteção de Maria, mãe e seguidora de Jesus de Nazaré”, afirma a Comissão Episcopal da Campanha para Evangelização.
Partilha
O gesto concreto de colaboração na Coleta da Campanha para a Evangelização será partilhado, solidariamente, entre as arquidioceses, dioceses e prelazias, que receberão 45% dos recursos; os 18 regionais da CNBB que terão 20% e o Secretariado-geral da CNBB que contará com 35% das contribuições.
“A Igreja no Brasil, mais uma vez, faz um forte apelo para que nossas comunidades locais se motivem na comunhão e na participação para que, por meio dessa partilha, muitas iniciativas de evangelização sejam fortalecidas”, afirma a Comissão Episcopal da Campanha para Evangelização.
Materiais
Os materiais da Campanha para a Evangelização estão disponíveis para download no blog da Editora da CNBB (clique aqui). Foi preparado o texto motivacional, o cartaz e a oração da CE.
Oração da CE
Deus, nosso Pai, quereis a salvação de todos os povos da Terra.
Nós vos pedimos que susciteis em nós o compromisso com a Evangelização, para que todos conheçam a vida que de vós provém.
Nós vos pedimos que nossos projetos evangelizadores sirvam para nossa santificação e da sociedade inteira que, assim, será justa, fraterna e solidária.
Nós vos pedimos que, em nossas comunidades e em toda a Igreja no Brasil, cresça o sentimento de partilha e que, por meio da Coleta para a Evangelização e do testemunho de comunhão, todas as comunidades recebam a força do Evangelho.
Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Amém.


Postagens mais antigas → Página inicial